sexta-feira, 29 de julho de 2011

Para dar um abafa no Vexame de quarta!

Pinheirão alviverde

Abandonado, mas não esquecido, estádio interessa ao Coritiba. Conselho Fiscal da FPF até já autorizou a venda para o clube


Interditado há pouco mais de quatro anos, o Estádio Pinheirão, propriedade da Federação Paranaense de Futebol (FPF), está próximo de ganhar um novo dono. O Coritiba é o interessado na praça esportiva, o que acarretaria em uma mudança coxa-branca para o Tarumã.
A proposta de negociação corre nos bastidores. Uma empresa ligada ao Coxa seria a responsável pelo capital necessário. A FPF vê com bons olhos a transferência do Pinheirão para o clube – a ideia de negociação, inclusive, já foi aprovada, há cerca duas semanas, pelo Conselho Fiscal da entidade.
O próximo passo é levar a proposta de negociação a uma assembleia geral, com a presença dos filiados do futebol paranaense.
A FPF e o Coritiba, oficialmente, negam a informação apurada. “O Pinheirão hoje não é do nosso interesse. O clube não tem dinheiro para fazer esse investimento e o esforço é para, nos próximos três anos, quitar os débitos. No momento, não precisamos investir em estádio”, diz o vice-presidente do clube, Vilson Ribeiro de Andrade.
“Não existe nada disso, não sei dessa proposta. Faz pelo menos uns quatro meses que não falo com o [Jair] Cirino [presidente do Coritiba], nem com o Vilson”, despista o presidente da FPF, Hélio Cury.
A prefeitura de Curitiba, que teria direito a reivindicar parte do terreno, não quis se manifestar sobre o assunto.
Apesar das negativas, as conversas existem, mas são tratadas com extremo sigilo e envolvem poucas pessoas. O acerto é considerado praticamente fechado com o Coritiba.
A ideia de fazer do Pinheirão propriedade coxa-branca não é nova no Alviverde: já foi cogitada em 2009, ano do centenário coritibano. Na ocasião, após a empresa W/Torre desistir do investimento em um novo Couto Pereira, o Coritiba buscou parceiros para a formulação de um projeto para um estádio em uma área maior, no caso a do Pinheirão.
Um ‘Pinheirão Alviverde’ também sempre rondou as conversas envolvendo o estádio de Curitiba para a Copa de 2014. Ante a incerteza da modelagem que seria adotada para a conclusão da Arena da Baixada (situação definida no Atlético apenas no início desta semana), a praça do Tarumã era considerada o “plano B” da cidade.
Na quarta-feira, Vilson Ribeiro de Andrade esteve reunido com o ministro do Esporte, Orlando Silva. Um dos assuntos tratados foi o Mundial de 2014. O dirigente, porém, afirma que o encontro foi apenas uma visita de cortesia ao ministro, para apresentar os planos do novo CT coxa-branca.
“Abandono” e “dívidas” são duas palavras diretamente relacionadas ao que é o Pinheirão atualmente (veja mais sobre o histórico ao lado). Desde 2007, o local está esquecido. Para piorar, a Federação Paranaense acumula pendências financeiras, com o terreno do estádio penhorado em razão de débitos com INSS e IPTU. A dívida é estimada em cerca de R$ 50 milhões.
A aprovação no Conselho Fiscal da FPF mostra que a intenção da entidade é mesmo de vender o estádio e, desta forma, conseguir se livrar das dívidas. As duas áreas do Pinheirão – uma doada pela Prefeitura e outra concedida em contrato particular – possuem um valor de mercado de pouco mais de R$ 80 milhões.




Histórico
Lacrado pela Justiça desde o dia 30/5/2007, o Pinheirão deve ser nego­­ciado em breve para o Coritiba. Acompanhe o nascimento, sobrevida e morte do estádio:
Doações
O terreno do estádio é constituído de duas matrículas: 1.774 e 1.773. A primeira foi doada pela prefeitura à Federação de Futebol – na época presidida por José Milani – em 1969. A segunda foi doação particular.
Exigências
De acordo com a Lei de Doação 3.583, entre outras exigências, a FPF teria de entregar um estádio para 120 mil pessoas em seis anos. Em caso do não cumprimento das exigências, o estádio e o terreno, incluindo benfeitorias, deveriam ser reincorporados ao patrimônio público sem indenização. A Prefeitura jamais buscou essa devolução.
Dívidas
A obra começou a ser executada em 1972, mas ficou parada por 13 anos, por falta de recursos. Em 1985, Onaireves Moura foi eleito presidente da FPF, e resolveu reconstruir o Pinheirão. A entidade deixou de pagar os encargos sociais e acumulou dívidas com IPTU e INSS, além de outras ações, que já chegam a R$ 50 milhões.
Penhoras
Na década de 90 começaram a ser executadas as penhoras sobre as duas matrículas, como garantia de pagamento das dívidas.
Valor
As duas áreas somadas, um total de 124 mil metros quadrados, estão avaliadas juntas em R$ 80,3 milhões.
Auge
Em novembro de 2003 o Pinheirão teve seu momento de glória: pelas Eliminatórias da Copa de 2006, o Brasil empata por 3 a 3 com o Uruguai.
Copa 2014
Em 2007, o projeto de um “novo Pinheirão” foi indicado para abrigar os jogos da Copa em Curitiba.
Esquecimento
No dia 30 de maio daquele ano, a praça esportiva foi interditada por falta de segurança e, desde então, nunca mais liberada.
Volta?
Conselho Fiscal da Federação Paranaense de Futebol aprova a venda do estádio. Entidade mantém em sigilo quem é o interessado – tudo indica, o Coritiba.


quinta-feira, 28 de julho de 2011

terça-feira, 26 de julho de 2011



Vamos vamos meu verdão,vamos não para de lutar
Vamos em busca da vitória,em busca da vitoria vim pra te apoiar.
Vamos em busca da vitória ,em busca da vitoria vim pra te apoiar Coritiba!
Vamos vamos meu verdão ,vamos não para lutar
Vamos em busca da vitória ,em busca da vitória vim pra te apoiar Coritiba!

domingo, 24 de julho de 2011

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Coritiba concretiza compra de terreno do novo CT


O Coritiba confirmou na tarde desta quarta-feira (20) a compra de um terreno em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba, para construção de um novo centro de treinamentos. A área total é de 435 mil metros quadrados e abrigava um antigo haras. A distância do local para oEstádio Couto Pereira é de 21 quilômetros. O clube não divulgou o valor do negócio.
A expectativa é de que o início das obras aconteça ainda no fim de 2011, depois de finalizados os processos burocráticos e de definida a magnitude do projeto, que pode ir de R$ 15 a R$ 50 milhões, dependendo do que será construído, de acordo com o vice-presidente coxa-branca, Vilson Ribeiro de Andrade. O término das obras está previsto para os últimos meses de 2012.
Para bancar a obra, o clube estuda três opções. A mais forte é uma parceria com o governo do Catar, país-sede do Mundial de 2022 – informação não confirmada oficialmente.
O antigo projeto que vazou na internet, feito com base do atual CT da Graciosa, citava área especial para atletas muçulmanos rezarem e intercâmbio de jovens atletas do Oriente Médio. Se concretizada a parceria, o investimento árabe seria responsável pela maior parte do novo CT.
Além disso, o Coritiba tem outro investidor em potencial e também pode arrecadar cerca deR$ 10 milhões com a Lei de Incentivo ao Esporte. Em caso extremo, a venda do CT da Graciosa, estimada em R$ 15 milhões, bancaria um centro de treinamentos mais modesto em Campina Grande do Sul. Essa opção, porém, é menos provável. A intenção alviverde é de reinvestir o valor da venda do atual local de treinamentos diretamente no futebol.
Segundo informações do Coritiba, o projeto abrigará 10 campos oficiais de futebol. Assim que o mínimo necessário ficar pronto, o clube planeja iniciar a mudança.

Alviverdes


Assinatura
O Coritiba dará hoje o primeiro passo para a construção de um novo centro de treinamentos. Durante a tarde, a diretoria do clube assinará contrato de compra de um terreno em Campina Grande do Sul, na região metropolitana de Curitiba. A área, que mede cerca de 450 mil m², abrigava um antigo haras da família do falecido político Aníbal Khury e é seis vezes maior do que o CT da Graciosa. A expectativa do clube é de inaugurar o novo espaço no fim de 2012 e usá-lo como sede para uma seleção durante a Copa do Mundo de 2014.
Taça BH
Atual campeão da Taça Belo Horizonte de Futebol Júnior, o Coritiba estreia amanhã na competição. O primeiro jogo será contra o Manhuaçu Esporte Clube (MG), às 16 horas. Além do MEC, Bahia, Fluminense, Martins Soares (MG) e Santos completam o grupo E.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Você aceitaria Ariel de volta no Coritiba?

Albari Rosa / Agência de Notícias Gazeta do Povo /
Pergunto diretamente ao torcedor coxa-branca: Você aceitaria Ariel de volta? Não é provocação nem teoria maluca, mas uma possibilidade real e próxima. No início de agosto o Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região dá o parecer final sobre a ação do Coritiba contra o jogador. Um voto já foi dado, favorável ao clube. Restam dois. Se o Coxa for vencedor, há dois caminhos: Ariel paga uma indenização de R$ 4 milhões por quebra de contrato ou se reapresenta no Alto da Glória.
Cabe recurso, mas é pouco provável que Ariel leve adiante. O próprio jogador, segundo Vilson Ribeiro de Andrade, teria se arrependido da ação. Mas o principal motivo é que esse tipo de ação não costuma subir para o Supremo.
Gosto do Ariel. É grosso, perde gols incríveis, consegue cabecear mal mesmo tendo quase 1,90 m, levanta a torcida muito mais pelos seus carrinhos na lateral do que por aquilo que faz com a bola nos pés. Mas Ariel teve números interessantes no Coritiba, 31 gols em 85 jogos. E apareceu bem em jogos importantes. Fez vários gols em clássico, marcou contra o Inter na Copa do Brasil. Enfim, não foge do pau. É um jogador útil.
Errou com o Coritiba? Errou. Foi imaturo, como muitos de nós somos aos 22 anos. Mesmo tendo jogado com dedicação extrema até a última partida - algo que Marlos não fez - e aproveitando uma brecha contratual defensável, devia mais consideração ao clube.
Talvez o Coritiba nem precise dele. Leonardo e Bill são bons jogadores e dá para confiar que essa diretoria saberia como investir os R$ 4 milhões da indenização - em outros tempos, dinheiro na mão era certeza de vendaval no Alto da Glória. Mas não dá para descartar um bom reforço como Ariel. Nem deixar de levar em consideração que, se o seu arrependimento for verdadeiro, ele voltaria ao Alto da Glória disposto a comer grama pelo perdão da torcida.